Nutrição

Como Nutricionista tenho a responsabilidade socioambiental como diferencial de atuação, no atendimento individual. É uma questão de ética e cidadania, de compromisso com a promoção da qualidade de vida das pessoas e das próximas gerações.

E como profissional da área de Saúde, me posiciono a favor da preservação e defesa do ecossistema, apoiando iniciativas pelo direito humano à alimentação e pela segurança alimentar e nutricional.

Uma alimentação adequada depende dos meios sustentáveis de produção, distribuição e oferta.

Faça um planejamento!

Qualquer planejamento alimentar terá qualidade nutricional garantida com frutas, verduras, legumes e hortaliças cultivadas em solo sem agrotóxicos, adubos químicos, radiações ionizantes, substâncias sintéticas ou organismos geneticamente modificados. A agroecologia privilegia o uso de componentes orgânicos, recursos naturais e energia renovável para assegurar melhor valor nutritivo ao que é consumido, originando produtos com mais cheiro, sabor, cor e textura.

Prato colorido:

Incentivo a ideia de que a variedade de cores no seu prato é uma das formas de assegurar a presença de muitos nutrientes, principalmente vitaminas e minerais. Alimentos orgânicos possuem maior teor de fitoquímicos, como isoflavona, sulforaceno e licopeno, e ácidos graxos insaturados, além de taxas equilibradas de ômegas 3 e 6. Por causa de suas propriedades, eles se conservam por mais tempo, ao contrário do que pensa grande parte da população. Vale ressaltar ainda que a higienização não retira resíduos de agrotóxicos, já que a maioria dos elementos químicos, após a aplicação, é metabolizada até a semente.

Recicle!

Eu defendo um modelo que prioriza a reciclagem de restos orgânicos e a logística reversa da cadeia produtiva, com foco no controle higiênico-sanitário, na prevenção e na diminuição do desperdício.

Também apoio o respeito à integridade das comunidades rurais e à ligação sociocultural dos indivíduos com a alimentação regional, que contribui para o resgate de práticas alimentares e sabores genuinamente brasileiros.

Dê preferência aos alimentos da safra da época e, para garantir mais qualidade de vida, ajuste a sua dieta de acordo com as suas necessidades.

Resumindo...

Promover dietas sustentáveis é equilibrar saúde, bem-estar, preservação da biodiversidade, do meio ambiente e do clima, comércio justo, alimentos sazonais e locais, conhecimento e herança cultural, acessibilidade e segurança alimentar.

No atual sistema de produção e distribuição de alimentos, mais de 900 milhões de pessoas sofrem com a fome e cerca de 1,5 bilhão estão com sobrepeso ou obesas. Estima-se que 2 bilhões de pessoas carecem de micronutrientes como vitamina A, ferro e iodo.

Desafio...

Meu desafio como nutricionista é criar uma cultura alimentar que torne o conhecimento culinário mais popular e a dieta, mais variada.

A nutrição e sustentabilidade andam juntas quando o assunto é alimentação saudável e adequada. Destaca o ciclo da agroecologia, a sua relação com o cotidiano das pessoas e o ecossistema, reforçando as etapas de cultivo, oferta, consumo e reaproveitamento. É o alimento integrado ao planeta, fruto da terra e da água, e que merece proteção!

Hábitos Alimentares...

Reveja alguns hábitos alimentares, contribua e multiplique o conceito de alimentação sustentável:

  • Consuma produtos orgânicos: eles reduzem os danos causados por insumos químicos, prejudicando o solo e os recursos hídricos, além de prejudicar a saúde;
  • Utilize ingredientes regionais: além de diminuir as emissões de gases derivados do transporte, dar preferência aos produtos regionais beneficia os produtores locais, além de valorizar a herança cultural e alimentar da região;
  • Não consuma espécies em risco de extinção: evitar o consumo de espécies ameaçadas de extinção e dar preferência aos produtos certificados, reduz as possibilidade de extinção, incentiva a produção legalizada e evita doenças provenientes da exploração ilegal destes recursos;
  • Respeite a sazonalidade: alimentos fora de época são mais caros, menos nutritivos e ainda envolvem técnicas de cultivo nada amigáveis ao meio ambiente. Por serem consumidos fora da época natural, provavelmente são trazidos de regiões mais distantes e colhidos antes do tempo, amadurecem no caminho e perdem muitas vitaminas e nutrientes;
  • Atenção ao desperdício de alimentos:reduzir o desperdício de alimentos reduz os gastos com ingredientes, aproveita melhor os nutrientes do alimento e ainda reduz a produção de resíduos orgânicos. Siga 3 dicas básicas:
    • Planeje antes de ir ao mercado, verifique o que realmente precisa ser comprado para evitar excessos. Observe o prazo de validade das mercadorias. Depois da compra, a regra é cozinhar de forma consciente, suficiente para que não haja muita sobra.
    • Armazene os alimentos de forma adequada, dentro da temperatura e embalagem recomendadas para que o alimento não estrague antes da hora e tenha o lixo como destino.
    • Aproveite as cascas, entrecascas, talos, sementes e folhas, que normalmente são descartados. As partes não convencionais dos alimentos fornecem nutrientes importantes para a manutenção da saúde, como fibras, vitaminas e minerais. Ou seja, ao jogar alimentos no lixo também desperdiçamos dinheiro e saúde.